Resenha| Entrelace: caminhos que se cruzam ao acaso - Diana Scarpine


Título: Entrelace: caminhos que se cruzam ao acaso
Autora:Diana Scarpine
Editora:Baraúna
SINOPSE  
Um homem. Uma mulher. Aparentemente desconhecidos, separados por quilômetros de distância, mas unidos pelo amor... Destinos entrelaçados pelo acaso, mas implacavelmente afastados pelo preconceito... Amor e preconceito digladiando-se num profundo e intenso embate... Será o amor capaz de vencer o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?


Olá, Leitores Apaixonados!

Hoje tenho o prazer de apresentar para vocês a resenha do livro Entrelace - Caminhos que se cruzam ao acaso da autora Diana Escarpina, publicado pela editora Baraúna. Para minha surpresa, recebi um exemplar gentilmente cedido pela autora, desde já agradeço a atenção.

Vamos conhecer a história de duas pessoas que apesar de todas as suas diferenças, a primeira vista havia muita coisa em comum, mas só depois de vinte anos é que o destino os reaproximou. Uma história comovente, em que a cada capitulo o leitor passa a questionar suas atitudes. Confiram:

Henrique morava na cidade de São Paulo, mas estava retornando para Jequié – Bahia. Ele vai conhecer pessoalmente a mulher dos seus sonhos, sua namorada virtual. À primeira vista, poderíamos dizer que esta relação tinha tudo para dá certo. Ou será que tudo não passou de uma fantasia?

A vida e as pessoas passam por Ana Carolina sem um segundo olhar. E claro, apesar de nunca tê-lo encontrado pessoalmente, só o conhecia por foto, mas estava perdidamente apaixonada. Ela tinha certeza que havia encontrado o verdadeiro amor, estava vivendo o melhor momento da sua vida “aparentemente perfeita”.

Mas nem tudo saíra como planejado, Ana era completamente diferente do que Henrique esperava... Ele se sentiu um imbecil quando se deu conta de que não havia chance, isto porque não tinha problemas de auto-estima, apesar da timidez era muito confiante, mas sentiu na pele todo o desprezo da mulher que sempre falou que o amava. Que fique claro, em nenhum momento ele mentiu, mas Ana não cabia em si de indignação com a ousadia de Henrique, ela não conseguiu mais raciocinar, mesmo que o sentimento entre os dois fosse inegável! Por um lado, até que compreendi toda decepção, afinal, foi um choque descobrir a terrível surpresa: não contava conhecer alguém nas condições de Henri. No entanto, precisava agir daquela maneira? De forma tão egoísta, ignorante e preconceituosa. Por quê?

“Eu não o odeio, Henri. Eu disse isso em um momento de muita raiva. – ela afirmou num tom sincero – Não o odeio, mas também não o amo. Não posso Amá-lo, mas acho que podemos ser amigos.


As palavras ditas por Ana ecoavam na mente de Henri, ele estava muito magoado, mas sem arrependimentos, estava sempre por perto porque ainda conseguia ver algo de bom nela e iria amá-la até o fim! Enquanto isso, a mocinha-vilã sempre dizia que se fossem outras circunstâncias... Não queria estar com ele pela sua deficiência. Ana Carolina foi provavelmente um dos personagens que mais detestei em um livro. Eu senti várias vezes aquela vontade de dar umas bofetadas nela e dizer: "Não existe preconceito. Existe conceito. Que está arraigado na personalidade da pessoa, "deixa de ser idiota!

“Carol, eu disse que responderia suas perguntas sobre mim e vou continuar respondendo, mas NÃO fiz isso para ser alvo da sua piedade. Eu não quero e não preciso da sua pena! Eu não sou o pobre coitado que você pensa que sou. Estou tentando lhe mostrar isso, mas parece que você não vê! Parece que, a cada dia que passa ao invés de você jogar fora seus preconceitos em relação a mim, você os reforça!”

Sabe quando você deseja agredir fisicamente uma personagem? Pois é, eu tive esse tipo de sentimento com a Ana Carolina. Que raiva que senti dessa mulher, ela é o exemplo do ser humano mesquinho, preconceituoso e o que mais me admira é que no passado ela foi vitima de pessoas na qual ela se tornou, pode uma coisa dessas? Agora o Henrique, esse sim é um homem interessante, é inteligente, educada, não tem vergonha da forma que vive e principalmente combate o preconceito de cabeça erguida, mas o seu ponto franco é o amor que sente por essa bendita mulher. A cada página que eu virava esperava uma palavra de conforto, uma demonstração de que essa mulher tivesse um coração, mas nada acontecia, ela só me decepcionava, mas Henrique nunca perdeu a esperança de que um dia Ana se libertasse do preconceito. Eu não consegui engoli-la direito até a metade do livro, mas quando você pensa que já sabe de tudo... Tudo muda! Henrique é um ser humano encantador e como ele, eu ainda acredito que toda a pessoa merece uma segunda oportunidade, inclusive Ana. Não é apenas mais uma história romântica, é um livro que você vai ficar pensando muito tempo depois de terminar a última página. Fato que me agradou muito apesar das 660 páginas é que a história é narrada a partir do ponto de vista de Henrique e Ana, com uma linguagem fácil, que proporciona uma leitura prazerosa. Recomendo.

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