O Homem que Matou Getúlio Vargas - Jô Soares @anandinha27

O Homem que Matou Getúlio Vargas 

 Nome: Dimitri Borja Korozec. Filiação: pai sérvio, mãe brasileira. Marca de nascença: seis dedos em cada mão. Ideologia: algo assim como uma espécie de anarquismo. Profissão: assassino. Vítimas preferenciais: líderes políticos. Ele é o homem certo: formou-se numa escola de assassinos altamente conceituada, tem uma pontaria extraordinária e está sempre disposto a dar cabo dos tiranos que infestam o mundo. Mas sofre de um problema crônico: é desastrado. Com ele não tem meio-termo: é tudo por um triz. Em 1914, por exemplo, na Europa, foi ele quem quase desencadeou a Primeira Guerra Mundial... E é sempre assim, negando fogo, que o anarquista Dimitri Borja Korozec participa ativamente de importantes episódios históricos e convive com estrelas como Mata Hari, Al Capone, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, entre outros. No "Xangô de Baker Street", Jô Soares pintou e bordou com o gênero policial. Desta vez, o alvo escolhido são as biografias. Com sua inteligência fina e em permanente estado de alerta, também aqui ele mistura ficção e realidade e faz com que tudo neste romance pareça uma ´sincronia arquitetada pelo acaso´. O grande arquiteto do riso é ele mesmo - Jô Soares -, mas o leitor verá que às vezes a própria História - a verdadeira - também parece coisa de humorista. !

Olá pessoal! Hoje trago pra vocês a resenha do livro "O homem que matou Getúlio Vargas". Fazia tempo que queria ler um livro de Jô Soares, sempre ouvi diversos elogios sobre ele e resolvi ler esse, que foi lançado em 1998.
O livro conta a vida de Dimitri Borja Korosec, filho de um anarquista Sérvio e uma contorcionista brasileira (filha bastarda do pai de Getúlio Vargas). Dimitri tem um dedo indicador a mais em cada mão, tem facilidade em aprender novas línguas e é desastrado ao extremo. Foi criado seguindo os movimentos anarquistas e terroristas do pai, se dedica a aprender esgrima, artes marciais e a lidar com explosivos e venenos, sempre saindo cheio de hematomas de tudo isso. Dimitri tinha obcessão por matar um ditador, porém, nunca conseguia, pois, sempre acontecia alguma coisa e mudava seus planos, mudando assim, toda a história.
É muito interessante a forma como o autor mistura fatos históricos com a vida de Dimitri, fazendo uso de documentos reais, como fotos ou cartas, no decorrer do livro ele tenta matar Francisco Ferdinando, arquiduque do Império Austro-Húngaro, o líder socialista Jean Jaurès, entre outros, porém, sempre acontece alguma coisa (geralmente culpa do próprio Dimitri que é o desastre em pessoa) e Dimitri fica chupando dedo. Ele causa a segunda guerra mundial e se envolve também na segunda, viaja a Europa, África, até chegar ao Brasil, onde decide matar Getúlio Vargas.
Fazia tempo que não me divertia tanto lendo um livro. A mistura histórica, a vida de Dimitri (o assassino sem vítimas), os personagens inseridos ao longo do livro, tudo leva a boas risadas, as situações vividas por Dimitri são tão ridículas e improváveis que não há como não rir.
Acredito que já deu pra perceber que gosto muito de livros com fatos históricos né? Pois é, se você também curte, com certeza vai gostar de O homem que matou Getúlio Vargas.
Jô Soares está de parabéns, humor inteligente é tudo de bom! Em minha opinião ele arrasou nesse livro, recomendo!
Beijos e até a próxima!
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